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A perda da dignidade humana

A situação da saúde no sistema carcerário

Uma lição de como transformar humanos em desumanos. Esta é a realidade dos nossos presídios. Quando alguém é condenado e passa a cumprir a pena, passa também a fazer parte de uma nova “realidade”. Uma pessoa é colocada junto a mais 12, 22 e até mesmo 40 em um local onde caberiam, no máximo, 12 pessoas. Sem privacidade até mesmo para as necessidades fisiológicas.

Não bastasse a super lotação e a situação precária, outro grande problema aflige os presídios brasileiros, a prevalência do vírus HIV. Enquanto a AIDS atinge 0,6% da população brasileira, nos presídios esse índice pode ser até 10 vezes maior. É o que mostra uma pesquisa realizada em algumas penitenciárias do país.

Entre os fatores que contribuem para o aumento da incidência da doença estão a condição inadequada de confinamento e a dificuldade de acesso a informações, além do não uso de preservativos, do consumo de drogas e do compartilhamento de instrumentos para tatuagem e piercing.
No ano passado, foram distribuídos 25.428.667 preservativos entre os detentos, parentes que realizam visitas intimas e funcionários das penitenciárias. Para este ano, estão previstos 26,6 milhões de preservativos.

A falta de informação e o pouco acesso ainda continuam a aumentar as doenças no país, principalmente, nos locais de baixa renda e nos presídios. A distribuição ainda não é suficiente, campanhas educativas ainda precisam atingir este público tão vulnerável. Outro entrave, segundo o Ministério da Saúde, ocorre na distribuição dos preservativos nos presídios femininos. Não há motivo para tal diferenciação, já que as mulheres estão cada vez mais conscientes do da preservação e tem grande influência para determinar isso ao parceiro.

Melhorar esta situação é fundamental para o recuo da Aids no Brasil, já que a população de presos é constituída por 396.760 homens (94%) e 25.830 mulheres (6%).

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