3 Ago, 2010
A importância deste momento eleitoral
Estamos iniciando uma campanha eleitoral em que elegeremos o Presidente da República, Governadores, Senadores e Deputados Estaduais e Federais.
A importância deste momento eleitoral somente será sentida nos quatro anos do próximo mandato, pois aí estaremos vivenciando o caminho que escolhemos, através dos candidatos que elegemos.
Precisamos manter o foco na erradicação da miséria, pois se quisermos viver bem é preciso que todos os brasileiros vivam bem. A erradicação da pobreza somente se dará, de maneira sustentada, com uma educação de qualidade, em tempo integral, associada a pré-profissionalização no ensino médio e quando o professor for valorizado.
O próximo governo precisa cuidar e incentivar as nossas crianças e jovens a buscarem a mobilidade social pelo estudo, ou seja, mostrar que pelo estudo e profissionalização podem subir na vida. Temos que ter um estado meritocrático e profissional.
A riqueza do país e de todos não deve ser vista como meio de enriquecimento de alguns ou de empresas. Precisamos transformar as vantagens comparativas em competitivas. Ao explorarmos nossas matrizes energéticas devemos aproveitar para construir um país sustentável no longo prazo, e com real distribuição de renda.
Precisamos dar força a agricultura com um programa de aquisição de alimentos, estoques reguladores, garantia de safra, política de preços mínimos permanente e persistente, eletrificação rural, assistência técnica, acesso a maquinas e insumos. Devemos prestigiar e desenvolver a Embrapa na busca de novas tecnologias agrícolas.
Não podemos nos esquecer que ainda somos um país em desenvolvimento e que temos 19,6 milhões de miseráveis - que são aqueles que tem renda até um quarto do salário mínimo - e 24,8 milhões de pobres - que são os que ganham até meio salário mínimo -, e que precisam, no mínimo, ser levados à classe média.
Precisamos continuar aumentando a renda do país de forma sistemática e não poderemos deixar de crescer o nosso PIB de, no mínimo 5,5%.
As periferias de nossas cidades estão abandonadas pelo poder público na 03 esferas, e isso precisa ser corrigido, rápida e corretamente.
Devemos ter políticas públicas que impeçam a desindustrialização e para isso precisamos de política industrial incentivada, com zonas de processamento de exportações (ZPE) em todo o Brasil, financiamento com juros a níveis internacionais.
É fundamental a redução do endividamento público e isso somente se dará com desenvolvimento e aumento do PIB.
É preciso acabar com os entraves aos investimentos criados ao longo dos anos de gestão da coisa pública, reconstruindo a capacidade de fazer nos projetos.
A CEF (Caixa Econômica Federal) precisa ter mais agilidade e deixar de atrapalhar as execuções dos projetos. Fiscalizar sim, mas atrapalhar, não !
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) deve buscar a expansão das empresas brasileiras e nesse momento é fundamental estimular a internacionalização das mesmas.
As desigualdades devem ser combatidas com desenvolvimento e inovação tecnológica, avançando na inclusão social e cultural.
A cultura e o turismo precisam ser desenvolvidas e vistas como geradoras de riqueza e oportunidade de trabalho.
A nossa economia precisa cada vez mais se diversificar e a alta tecnologia deve ser o principal caminho a ser trilhado.
Por tudo isso, as eleições deste ano precisam ser vistas pelo povo brasileiro como o principal momento de escolha do caminho que queremos trilhar para conseguirmos o quanto antes sermos e termos o país que sempre sonhamos.